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Mudamos o jeito de comunicar.
Até chip no cérebro já é opção. Será?
Ruy JobimDiretor da Escola de Rádio

Será que no futuro vamos falar menos para sentir mais? Tem gente que estuda o futuro dizendo algo curioso: "o ser humano vai falar bem menos do que fala hoje".
Parece estranho, né? Mas se você olhar em volta, já estamos mudando o jeito de nos comunicar.
Dá uma lida nesses três pontos que explicam esse "novo silêncio.
1. Adeus papo furado para resolver coisas:
Sabe aquela conversa chata para marcar um médico, pedir um café ou tirar uma dúvida técnica? A inteligência artificial vai resolver isso tudo. A gente vai dar comandos curtos para as máquinas ou, melhor ainda, a IA já vai prever o que a gente quer antes mesmo de abrirmos a boca. Falar para "resolver problema" vai virar coisa do passado.
2. Wi-fi mental (sentir o que o outro sente):
Com o avanço de tecnologias que ligam o cérebro ao computador, a ideia é que a gente consiga transmitir "pacotes de pensamentos". Em vez de passar 10 minutos tentando explicar uma emoção super complexa, você poderia simplesmente enviar a "frequência" exata do que está sentindo para a outra pessoa. É a comunicação sem legenda. Você colocaria um chip em seu cérebro?
3. Conversar vai virar um artigo de luxo:
Esse é o ponto mais legal. Se a gente não vai mais precisar falar por obrigação, vamos dar muito mais valor quando falarmos por desejo. Receber uma carta escrita à mão é algo especial e raro? No futuro, sentar para ter uma conversa olho no olho vai ser o novo luxo.
No fim das contas, estamos ficando mais eficientes e silenciosos. Mas, fica o desafio: se falarmos menos, cada palavra vai precisar de valor, com mais peso e intenção.
O que você acha dessa ideia de "economizar" nas palavras para focar no que importa?
... E colocar um chip no cérebro? Já tem gente fazendo isso. Pesquise "Neuralink".